terça-feira, dezembro 7, 2021
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Ano sem Carnaval mostra uma vez que é difícil mudar modelos mentais – Era Negócios

 (Foto: Pexels)

Esta semana seria a do Carnaval, mas as festividades e o feriado foram cancelados uma vez que medida mais do que necessária neste momento em que a pandemia volta a aligeirar e em que a vacinação está somente no início.

Mas todos estão percebendo que essa mudança não aconteceu plenamente – e seria ingenuidade encontrar que isso ocorreria.

Não está sendo uma semana de trabalho uma vez que outra qualquer. Algumas empresas mantiveram a dispensa dos funcionários. Os bancos fecharam, uma vez que nos carnavais anteriores. Algumas pessoas mantiveram viagens programadas. Alguns tentam restaurar um pouco do clima de descontração, fantasiando-se em vivenda. E outros, imprudentes e sem tino coletivo, insistem em se apinhar, uma vez que se não existisse pandemia.

Os dias ficaram com um clima ridículo, meio de trabalho meio de feriado.

Uns aceitaram essa situação e seguiram trabalhando. Secção dos que dependiam de rendas geradas nesse período rapidamente se reinventaram buscando outras fontes.

Outros tiveram maior dificuldade de virar a página e tentaram manter um tanto do que existia, o que não é provável plenamente. E alguns ainda sonham em “mudar” a data e comemorar o carnaval em julho.

O sentimento estranho desta semana, uma vez que tudo nesta pandemia, traz-nos oportunidades de reflexões sobre nossas relações sociais e, por que não, sobre o que ocorre nas empresas. Tentem, por exemplo, fazer um paralelo com o que, muitas vezes, acontece em termos de gestão.

A situação me fez relembrar uma vez que é difícil mudar um protótipo mental e uma vez que isso pode ser prejudicial, em se tratando de gestão, ao atrasar decisões e nos amarrar a formas de fazer as coisas que precisam ser superadas para irmos adiante.

A pandemia e tantas mudanças de hábitos dos consumidores que ocorreram mudaram totalmente os mercados.

Muitas empresas insistem em retomar os mesmos produtos e formas de fazer negócios, enquanto pode ser necessário mudar totalmente a perspectiva. Mas aí entra a dificuldade de “desapegar”, de se reinventar, de virar a página.

As companhias que aceitarem mais rapidamente que a situação mudou e se anteciparem em buscar formas diferentes de reagir à novidade situação colherão importantes vantagens competitivas.

Porquê diz o ditado popular, “às vezes precisamos fechar uma porta para perfurar uma janela”.

Fique vigilante se em sua organização ainda há planos do tipo “Carnaval em julho”. Pode ser necessário admitir que “levante ano não tem Carnaval”. E pensar sobre uma vez que ir adiante.

*Flávio Picchi é presidente do Lean Institute Brasil e Prof. Dr. da Unicamp

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