sábado, novembro 27, 2021
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Áustria faz milhões de testes para evitar terceira vaga de covid-19

Técnico de Enfermagem coleta modelo para fazer teste rápido de antígenos para detecção do coronavírus, em um núcleo instalado no Palácio de Schönbrunn, em 4 de fevereiro de 2021 em Viena – AFP/Arquivos

A Áustria teve problemas para sustar a segunda vaga do novo coronavírus e agora, para evitar uma terceira, está-se tornando o líder mundial em testes de detecção, com três milhões por semana.

Metade deles está sendo aplicada em escolas.

Mais de 500 centros, 900 farmácias e 1.000 empresas oferecem detecção gratuita de coronavírus (PCR e antígenos), enquanto os próprios alunos se submetem ao ritual, duas vezes por semana.

Inicialmente, essa abordagem não teve repercussão. “Testes em volume sem povaléu”, diziam as manchetes dos jornais em dezembro, quando os primeiros locais foram montados pleno confinamento.

Acelerou-se em fevereiro, porém, quando as restrições foram flexibilizadas, e as atitudes começaram a mudar por premência. Agora é preciso apresentar teste negativo de menos de 48 horas para ir ao cabeleireiro, a certas estações de esqui, ou na ingresso de lares para idosos.

– “Duas, três vezes por semana” –

“Nossa estratégia consiste em uma subida frequência de exames e que sejam facilmente acessíveis”, explica à AFP a médica-chefe do Ministério da Saúde, Katharina Reich.

“É a única forma de manter a pandemia sob controle”, garante, porque as variantes são preocupantes, e a vacinação, lenta.

A Áustria realiza 24 exames diários por cada 1.000 habitantes (uma vez que média nos últimos sete dias), contra somente cinco, na França, e menos de dois, na Alemanha, relata o site de estudo Our World in Data.

Além desse dispositivo em larga graduação, os moradores poderão ter testes para fazer em morada, a partir de 1º de março.

“É nossa segunda arma na luta contra a covid-19, à espera que a maioria da população seja vacinada”, afirma.

A director do Meio de Virologia da Universidade de Viena, Monika Redlberger-Fritz, confirma a “prestígio” dos testes, mas alerta para não encolher a guarda.

República Tcheca e Alemanha acompanham essa estratégia de muito perto.

Desde a reabertura das escolas, em 8 de fevereiro, as crianças recebem um kit, que consiste em um cotonete para remoinhar em cada fossa nasal.

Os resultados saem em 15 minutos e, embora não sejam tão confiáveis quanto um teste PCR, permitem limitar os contágios, segundo o ministro da Ensino, Heinz Fassmann.

Ele garante que poucos alunos se opõem e, neste caso, não poderão ir às aulas.

Os austríacos cumprem esta obrigação, gostem ou não, para restabelecer um pouco de liberdade.

Inicialmente, hoteleiros e donos de restaurantes tiveram reservas quanto ao procedimento, mas agora se sentem mais propensos a aderir, na expectativa de poderem reabrir antes da Páscoa.

Resta saber se esta aposta custosa permitirá sustar a pandemia nas próximas semanas em um país onde o número de novos casos continua cimeira, com mais de 1.000 por dia.

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