sábado, novembro 27, 2021
InícioBenefícios e GovernoBolsonaro festeja 1000 dias de governo com pobreza, inflação, miséria e morte...

Bolsonaro festeja 1000 dias de governo com pobreza, inflação, miséria e morte – 26/09/2021

Jair Bolsonaro completa 1000 dias de governo com números assombrosos: chegamos a 14,7 milhões na extrema pobreza, uma vez que aponta reportagem próprio do UOL neste domingo (26), 14,4 milhões de desempregados, 19,1 milhões de famintos e quase 600 milénio mortos por covid-19, com uma cesta básica que subiu 34% nos últimos 12 meses, em Brasília, e 26%, em Porto Contente, gasolina que ultrapassa R$ 7 em muitas cidades e o risco de apagões até dezembro.

Até cá, o legado bolsonarista é um Brasil mais pobre, mais faminto, mais desesperançoso.

Para festejar a efeméride, o presidente vai propalar um projeto pátrio para gerar empregos de qualidade e um pacote de ações a término de prometer comida a quem tem miséria, largar o negacionismo e reconhecer que a cloroquina nunca atrapalhou o combate à pandemia e ser mais transparente na crise energética? Não, organizou uma série de comícios eleitorais pelo país.

Entre eles, pasmem, há inauguração de trecho de 10 quilômetros de asfalto no Sul da Bahia, cerimônia de assinatura de licença de aeroportos em Boa Vista, visitante a uma estação de metrô em Belo Horizonte, assinatura de licença de rodovia em Anápolis e, pasmem de novo, inauguração de obras de ampliação do aeroporto regional de Maringá.

Sim, Jair Bolsonaro parece um vereador federalista. E age uma vez que tal para reduzir a reprovação de seu governo, que chegou a 53% nas últimas pesquisas Datafolha e Ipec (ex-Ibope).

Se o povo tem miséria, que coma fuzis com arroz

O combate à inflação, ao desemprego, à miséria e às crises energética e hídrica foram os grandes ausentes nos dois discursos que Jair Bolsonaro fez sobre os problemas do país, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na avenida Paulista, em São Paulo, nas suas micaretas golpistas de 7 de setembro.

Ele conseguiu a proeza de convencer a parcela de 11% da população representada por seus fãs mais radicais que a principal crise do país é de prenúncio à liberdade. No caso, a sua liberdade de estrebuchar a democracia. Neste momento, Bolsonaro está em uma breve período de recuo em seu vai e vem contra as instituições. E já há uma segmento da escol sonhando com um capitão menos tosco nas palavras, mesmo que ainda mortal nas ações, para derrotar Lula.

Maria Antonieta, rainha da França no século 18, nunca declarou “se o povo não tem pão, que coma brioches”, apesar de a frase ter entrado para o anedotário histórico. Mas Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, já chamou de “idiota” quem usa uma vez que argumento o preço do feijoeiro e sugeriu que seus seguidores adquirissem fuzis.

“Tem que todo mundo comprar fuzil. Povo armado nunca será escravizado. Sei que custa dispendioso. Tem idiota, ‘ah, tem que comprar feijoeiro’. Faceta, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, afirmou no final de agosto.

E não é só o feijoeiro. Os trabalhadores de Vitória sabem que o preço do quilo do moca subiu quase 25% no mês pretérito, os de Florianópolis viram o açúcar disparar 10,5% e os do Rio amargaram um aumento de mais de 40% na batata, segundo dados do Dieese.

Bolsonaro disse na ONU que pagou R$ 4270 de auxílio, e pobres perguntam ‘cadê?’

Vale lembrar que, quando a miséria apertou (os tais 19,1 milhões de famintos, no final do ano pretérito, calculados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Nutrir e Nutricional), Bolsonaro cancelou o auxílio emergencial em 31 de dezembro e só retomou em abril, com valores mixurucas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375 – muito menos que os R$ 600 ou R$ 1200 do primeiro semestre de 2020. Aliás, o piso do auxílio não compra 25% da cesta básica em São Paulo, Rio, Porto Contente e Florianópolis.

Depois, em seu exposição na ONU, ainda mentiu que pagou um mercê de 800 dólares, ou seja, mais de R$ 4270.

Em primeiro de junho, Jair zoou com a faceta dos trabalhadores, afirmando que “quem quer mais [auxílio emergencial], é só ir no banco e fazer empréstimo”. O que os trabalhadores informais pobres que perderam o serviço por conta da pandemia e não estão conseguindo sobreviver com o novo valor do mercê vão dar uma vez que garantia de um empréstimo, ninguém sabe. Fuzis, talvez.

Vale lembrar que Bolsonaro e sua equipe de esteio custaram para nós murado de R$ 1,8 milhão em hospedagem sustento, passagens aéreas e gastos no cartão corporativo no Carnaval, em São Francisco do Sul (SC). Ele já tinha usado R$ 2,3 milhões dos cofres públicos para curtir o final do ano na mesma São Francisco do Sul e no Guarujá (SP). Um totalidade de R$ 4,1 milhões. As informações foram requeridas ao governo pelos deputados federais Elias Vaz (PSB-GO) e Rubens Bueno (Cidadania-PR). Na era, com esse montante seria provável comprar quase 600 toneladas de feijoeiro.

Isso sem racontar o hotel de luxo que bancou a excursão dele e de seus assessores para Novidade York. O tributário brasílio pagou, por exemplo para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ir para os Estados Unidos mostrar o dedo do meio para manifestantes e, depois, permanecer na cidade mais duas semanas por ter pego covid-19.

Temos miséria, miséria e problemas sociais por conta da insuficiência de políticas do governo e do próprio caos provocado pelo presidente, que unicamente faz campanha eleitoral.

O que não significa que o Brasil inteiro está insatisfeito. Desde que assumiu o poder, ele trabalha para vender a teoria de que o interesse dos indivíduos é sempre mais importante do que o bem-estar da coletividade. Nem todo tipo, evidente, unicamente os que atuam sob uma lógica bolsonarista. Ou seja, a liberdade individual de não usar máscara é mais importante que salvar vidas na pandemia; a de desmatar a Amazônia é maior do que a consequente falta de chuva; a de lucrar a qualquer dispêndio é mais relevante do que a de prometer um mínimo de distinção aos trabalhadores.

Sua gestão é um caos de inflação, desemprego, miséria e morte. Mas o que chamamos de inferno, a militância bolsonarista dos tiozão do zap, mas também a formada por ruralistas, madeireiros e garimpeiros ilegais, policiais e militares que agem uma vez que milicianos, religiosos fundamentalistas, empresários gananciosos labareda de paraíso. O presidente prometeu liberdade totalidade para esse grupo fazer o que quiser. E, desde logo, para eles fala e para eles governa.

Posteriormente 1000 dias, diante de escombros, Bolsonaro pode estufar o peito e expor: vim, vi e venci, talkey?

LINKS PATROCINADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS ACESSADOS

COMENTÁRIOS MAIS RECENTES