sexta-feira, janeiro 21, 2022
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Check-up #10: porquê funcionam as doses de reforço da vacina contra covid-19?

Aos domingos, o TecMundo reúne algumas das principais notícias de saúde da semana em um só lugar. Confira os destaques da última semana aquém.

O vírus

Notícias da pandemia

Doses de reforço para (quase) todos

Na terça-feira (16), o Ministério da Saúde anunciou a liberação das doses de reforço da vacina contra a covid-19, doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, para todas as pessoas com mais de 18 anos no Brasil.

A ração suplementar pode ser recebida em cinco meses posteriormente o término do primeiro ciclo vacinal (com a segunda ração de qualquer imunizante). Até logo, somente alguns grupos recebiam o reforço: pessoas mais velhas, pessoas com sistema imune comprometido e profissionais da saúde. O pausa de cinco meses passa a valer para todos os grupos.

Segundo o ministério, a novidade orientação está baseada em pesquisas científicas que apontam uma queda na resposta imune a partir do quinto mês posteriormente a segunda ração. O fenômeno era esperado por cientistas, e acontece com outros tipos de vacina também.

Com a ração suplementar, mostram estudos, a proteção contra a doença cresce — ficando maior do que a proteção obtida pelas duas doses iniciais.

Alguns estados, porquê é o caso de São Paulo, já iniciaram a emprego do reforço.

A ração suplementar é vista com animação por alguns especialistas, pois pode aumentar a proteção e evitar uma novidade vaga de covid-19 no país se for distribuída a tempo. Outros infectologistas, porém, afirmam que os esforços do governo deveriam estar concentrados em ampliar o número de brasileiros completamente vacinados antes de expandir as doses de reforço.

Países da Europa, que vivem um subida nos casos da doença, já apostam no reforço para combater uma novidade vaga de covid. Os Estados Unidos estenderam o reforço para toda a população adulta na sexta-feira (19).

O Ministério da Saúde também deve publicar orientações sobre o reforço para quem tomou a vacina da Janssen (ração única) nos próximos dias.

Até quando vamos precisar das máscaras? 

Ainda vai levar um tempo até que a população possa permanecer segura para frequentar todos os lugares sem máscaras. Medida simples e não invasiva de prevenção, o uso de máscara contra infecções respiratórias tem respaldo em diversos estudos científicos conduzidos ao longo de pelo menos um século. Nesta semana, nosso colunista Bernardo Almeida, médico infectologista e chief medical officer da health tech Hilab, explicou melhor o uso dessa proteção e porque ainda precisamos dela.

Cancro de pênis motivo 400 mortes por ano no Brasil

Cancer de pênis: um médico deve ser procurado logo que os primeiros sintomas aparecerem (créditos: BlurryMe/Shutterstock)

Um estudo realizado por pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center mostrou que entre os anos de 2008 e 2018, o cancro de pênis foi responsável por mais de 400 mortes por ano, em média, totalizando 4.191 óbitos — no mesmo período, mais de 5,5 milénio cirurgias de penectomia (amputação do pênis) foram realizadas em pessoas com a doença porquê forma de evitar maiores complicações.

“Levante é um tipo de cancro que não deveria subsistir; ele é totalmente evitável com ações de prevenção”, (Éder Silveira Brazão Junior, urologista do A.C.Camargo Cancer Center)

Em entrevista ao TecMundo, o urologista Éder Silveira Brazão Júnior, que participou da pesquisa, falou sobre os riscos da doença e deu orientações para prevenção.

Trato do HIV sem tratamento é extremamente rara, mas verosímil

Um caso de uma mulher argentina chocou a comunidade médica mundial nesta semana. A paciente, que havia recebido o diagnóstico de infecção pelo HIV (vírus originador da AIDS) se livrou da infecção sem fazer nenhum tratamento.

No cláusula que relata o caso, publicado pelos cientistas no periódico científico Annals of Internal Medicine, os autores afirmam que esse tipo de trato é extremamente vasqueiro, mas verosímil. De harmonia com o portal americano de notícias de saúde Stat, a paciente argentina é a segunda pessoa na história a ter obtido tal trato.

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