terça-feira, dezembro 7, 2021
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Com pandemia, transacção eletrônico tem salto em 2020 e vinco participação no varejo brasiliano | Economia

O setor de vendas on-line registrou um salto recorde em 2020, refletindo o aumento na demanda por conta da pandemia de coronavírus e também o maior número de empresas que decidiram entrar no transacção eletrônico.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Negócio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust, o prolongamento nas vendas foi de 68% na confrontação com 2019, elevando a participação do e-commerce no faturamento totalidade do varejo, que passou de 5% no final de 2019 para um patamar supra de 10% em alguns meses do ano pretérito.

Pandemia acelera processo de expansão do e-commerce

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A associação estima que 20,2 milhões de consumidores realizaram pela primeira vez uma compra pela internet em 2020 e que 150 milénio lojas passaram a vender também por meio das plataformas digitais. Foram mais de 301 milhões de compras pela internet, com um valor médio de R$ 419, segundo o balanço.

Participação do transacção eletrônicos nas vendas totais — Foto: Economia G1

“No auge da quarentena, com as pessoas tentando praticar o isolamento social, a gente chegou a ter o registro de uma novidade loja virtual a cada minuto”, afirma Rodrigo Bandeira, vice-presidente da ABComm. “O setor enfrentou números nunca vistos antes, um prolongamento repentino, não planejado e não esperado”, acrescentou.

O salto do transacção eletrônico em 2020 foi o maior já visto no país, mas não há estatísticas oficiais atualizadas sobre o progresso da participação desse meio nas vendas totais do transacção.

Com base na última Pesquisa Anual de Negócio do Instituto Brasílico de Geografia e Estatística (IBGE) e em dados da Receita Federalista, a Confederação Vernáculo do Negócio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) calcula que a participação das vendas pela internet no varejo brasiliano era de 3,8% em 2018 e atingiu pelo menos 6% em 2020.

Segundo a CNC, dados da Receita sobre notas fiscais eletrônicas mostram que o faturamento real do e-commerce, descontada a inflação, avançou 37% diante de 2019, totalizando valor um recorde de R$ 224,7 bilhões no ano pretérito. Veja quadro inferior:

Faturamento do e-commerce brasiliano totalizou R$ 224,7 bilhões no ano pretérito, segundo levantamento da CNC, a partir de dados da Receita Federalista. — Foto: Divulgação/CNC

“A gente percebe que há um processo de proveito de relevância das vendas online no totalidade das vendas do varejo. O e-commerce passou a ser uma estratégia vital, em alguns casos até mesmo em termos de sobrevivência do estabelecimento”, afirma Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, destacando que os valores movimentados são ainda mais vultosos se considerados também o B2B (empresa para empresa) e o C2C (cliente para cliente).

Junto com o auxílio emergencial, o progresso do transacção eletrônico foi o que garantiu o varejo brasiliano fechar 2020 no azul, com subida de 1,2%, segundo dados do IBGE, em um ano em que a economia teve contração estimada em mais de 4%.

Balanços das grandes empresas do setores e relatórios de mercado também confirmam o desempenho impressionante do transacção eletrônico em 2020, na contramão da economia.

O Magazine Luiza, por exemplo, reportou um prolongamento de 148% nas vendas digitais da companhia no 3º trimestre, na confrontação com o mesmo período de 2019. O salto fez o meio responder por dois terços das vendas totais (66%), um progresso de 18 pontos percentuais.

Outras grandes empresas do setor também anunciaram investimentos vultosos nos últimos meses. A Dafiti inaugurou neste mês em Extrema (MG) seu maior núcleo de distribuição na América Latina. Com um investimento de mais de R$ 300 milhões, a unidade tem capacidade para a separação de até 5 milénio produtos por hora mediante o uso de robôs.

o Mercado Livre, que se tornou no ano pretérito a maior empresa da América Latina em valor de mercado, anunciou a orifício de cinco novos centros logísticos no Brasil até o termo de 2021, dobrando a capacidade logística no país.

No Magazine Luiza, vendas da empresa no e-commerce cresceram 148% no terceiro trimestre e representaram 66% da receita totalidade no período. — Foto: Divulgação/Magazine Luiza

Setor é destaque também na geração de vagas

Com o “boom” das vendas on-line, as ocupações ligadas à expansão do transacção eletrônico também foram destaques na geração de vagas formais na pandemia.

Segundo a CNC, o função de facilitar de logística foi a posição com maior prolongamento no saldo de postos de trabalho com carteira assinada no país em 2020, com subida de 28,1%. Ao todo, foram quase 20 milénio vagas (19.276).

A orifício de novas vagas também foi expressiva para estoquistas (subida de 19,1%, com acréscimo de 12.304 vagas) e para embaladores de produtos (prolongamento de 12,7%, com 23.677 vagas) – taxas muito supra da variação média de 0,4% registrada no país, que fechou 2020 com um saldo de 142 milénio novos postos formais de trabalho.

A pandemia também acelerou o processo de digitalização de muitas empresas. Segundo a última pesquisa feita pelo Serviço Brasílico de Pedestal às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre o impacto da Covid, 70% dos micro e pequenos negócios passaram a utilizar a internet para potencializar suas vendas, com 23% deles optando por fabricar um site próprio para vendas on-line.

De concordância com a CNC, os segmentos em que o e-commerce representou em 2020 a maior fatia nas vendas totais foram informática, livraria e papelaria e móveis e eletrodomésticos. Veja gráfico supra:

Participação do e-commerce por categoria — Foto: Economia G1

O progresso do transacção eletrônico em meio à pandemia foi puxado pelas categorias que já possuem maior atuação nas vendas pela internet porquê telefonia, eletrônicos e eletrodomésticos, mas foi observada também uma maior penetração de segmentos porquê brinquedos, esporte e lazer, e pets.

Segundo a ABComm, a maior urgência de comprar online por conta das medidas de restrição e de distanciamento social contribuiu na mudança de hábitos de consumo dos brasileiros.

“Num primeiro momento, houve um aumento exponencial nos setores mais relevantes para o consumo súbito. Mas, com a perpetuidade das restrições de chegada ao transacção tradicional, esse progresso acabou alcançando inclusive outras categorias porquê games e brinquedos, esporte e lazer, informática e mesa e banho”, explica Bandeira.

No Reino Uno e Coréia do Sul, participação é de mais de 20%

Relatório divulgado no prelúdios de fevereiro pela XP Investimentos avaliou que a penetração de e-commerce passou de 6% em 2019 para 9% em 2020. Os analistas destacam, no entanto que essa taxa ainda é pequena quando comparada com os números de outros países, “sendo a China a líder, com uma penetração de 35%, seguida pelo Reino Uno e Coréia do Sul com 22%”.

A XP vê espaço para perpetuidade de um ritmo possante de prolongamento do setor e projeta um prolongamento de 32% as vendas on-line em 2021.

“Apesar do possante desempenho em 2020, acreditamos que segmento da mudança para o online é estrutural, enquanto esperamos que 2021 ainda reflita as restrições da Covid-19, principalmente no primeiro semestre, e, portanto, continue a motivar compras on-line”, avaliaram os analistas da XP, alertando ainda que há o risco de que segmento dos gastos feitos no ano pretérito no transacção eletrônico sejam direcionados nos próximos meses para categorias que foram negligenciadas em 2020, porquê turismo, entretenimento e vestuário.

A consultoria Ebit/Nielsen projeta um prolongamento de 26% no faturamento do transacção eletrônico em 2021. Já a ABComm estima um progresso de 18% neste ano, destacando as incertezas em torno do controle da pandemia e progresso da vacinação.

“Sem um cenário controlado de saúde pública, que infelizmente no Brasil está um pouco longe de sobrevir, e sem um cenário econômico de pelo menos uma perspectiva de segurança, não dá para se pensar em manutenção de números elevados de consumo, seja online ou físico”, afirma Bandeira.

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Para continuar avançando em ritmo rápido, o transacção eletrônico precisa também aumentar os investimentos em logística, transparência e qualidade de atendimento, para ampliar tanto o número de consumidores porquê de frequência de compras pela internet.

“É necessário capacitação, planejamento e organização para que você mantenha o e-commerce porquê um meio satisfatório e com qualidade de entrega”, reconhece o porta-voz da ABComm.

Outro duelo é ampliar a relevância de setores que ainda engatinham no transacção eletrônico. O de supermercados e provisões, por exemplo, que possui o maior peso no faturamento do varejo, ainda enfrenta barreiras relacionadas a hábitos de consumo e dificuldades logísticas para a distribuição de produtos perecíveis.

“A barreira se labareda logística. Imagina por exemplo a quantidade de centros de distribuição para uma logística de distribuição de hortaliças poder funcionar”, afirma Bentes.

Outra categoria que ainda enfrenta obstáculos para conseguir uma maior penetração é o de vestuário. “O setor de voga tem uma oportunidade incrível no transacção eletrônico, mas precisa buscar uma padronização em relação às suas medidas e tamanhos, porque isso gera um retrabalho e muitas trocas”, diz o dirigente da ABComm.

É praticamente consenso, porém, que ainda há muito espaço para o prolongamento do e-commerce e que as perspectivas seguem promissoras para o setor.

“A tendência é que o processo de proveito de representatividade continue. O consumidor mais jovem, que vai entrando ano a ano no mercado, consome tudo pelo celular, não é nem mais pelo computador. Portanto, a chance de um prolongamento de dois dígitos é muito provável que aconteça de novo em 2021”, afirma o economista da CNC.

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