sábado, novembro 27, 2021
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Crescem seguros contra ataques hackers

A arrecadação dos seguros de riscos cibernéticos alcançou R$ 64,352 milhões no reunido de janeiro a agosto deste ano, no Brasil, indicando subida de 161,3% em relação ao mesmo período de 2020, quando a receita foi de R$ 24,216 milhões.

Em razão do aumento dos ataques de hackers contra empresas e pessoas, as vendas de seguros contra riscos cibernéticos no País movimentaram, somente no mês de julho, mais de R$ 9,5 milhões, volume 213,7% superior ao observado no mesmo mês de 2020.

O coordenador de Linhas Financeiras da Federação Pátrio de Seguros Gerais (Fenseg), Gustavo Galrão, estimou que esse mercado deve fechar 2021 com muro de R$ 101,774 milhões de prêmios. “Isso vai equivaler a um desenvolvimento de 136% anual. É um marco interessante. Vai superar R$ 100 milhões de prêmios”, disse.

Segundo Galrão, o seguro de riscos cibernéticos ainda é um mercado recente e pequeno no Brasil, mas vem crescendo muito e tem potencial de se tornar poderoso no País: “a expectativa é de que o desenvolvimento siga vertiginoso para os próximos anos. A gente está vendo uma demanda por prêmios nesse seguro muito grande”.

Cautela

Gustavo Galrão explica que a demanda pelos seguros de riscos cibernéticos vem aumentando na medida em que crescem os ataques hackers às empresas. “Isso dá um cenário de detrimento do sinistro muito poderoso”.

O objetivo das seguradoras é transferir esse risco das empresas para elas. Mas, para se preservarem, as seguradoras têm estratégias e política de validação do risco. No ataque publicado porquê ransomware, que é a invasão dos sistemas com pedido ulterior de resgate, as empresas são ameaçadas muitas vezes a remunerar cifras milionárias, com risco, inclusive, de parar de funcionar por um período.

As despesas se elevam com a contratação de peritos em tecnologia para remontagem de sistemas e realização de cópias de segurança (backups), que acabam gerando preocupação também para as seguradoras.

Por isso, as seguradoras adotam cautela e levantam o maior número de informações dos clientes, incluindo riscos potenciais. As informações colhidas vão para a dimensão de produtos das seguradoras que, junto com a dimensão de subscrição, define a política de validação dos riscos para se protegerem contra um número ressaltado de sinistros. “Com base nisso, as seguradoras vão definindo as estratégias e os produtos que serão oferecidos para as empresas. Há atividades que têm uma frequência de severidade maior”.

As instituições financeiras e empresas de varejo são as que mostram maiores condições de serem atacadas, embora sejam também as que estejam melhor preparadas para uma resposta a esse tipo de ameaças, afirmou o coordenador. Outros grandes alvos são as empresas dos setores de virilidade e de saneamento e da dimensão da saúde, “porque tem dados sensíveis de prontuários médicos. Os hackers têm interesse de pegar essas informações e utilizá-las de maneira imprópria e criminosa”.

Limites

No primeiro semestre de 2021, os sinistros ocorridos resultaram em indenizações de quase R$ 11,65 milhões, contra R$ 12,54 milhões, no mesmo período de 2020. O coordenador de Linhas Financeiras da Fenseg acredita que o número será muito maior oriente ano, uma vez que muitos sinistros não estão contabilizados. “A sinistralidade esperada para oriente ano deverá ser muito subida. Inclusive, há expectativa de que supere o valor de prêmios.” (Filial Brasil)

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