terça-feira, dezembro 7, 2021
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DECO exige a decisores europeus regras vinculativas sobre publicidade fomentar para crianças – Atualidade

Em expedido, fundamentado num interrogatório realizado pela BEUC – organização europeia de consumidores – e por 10 das suas organizações-membros, nomeadamente a DECO (Resguardo do Consumidor) – sublinha que “as crianças são meta preferencial de anúncios publicitários pouco saudáveis” e por isso exigem “a geração de regras vinculativas por segmento da União Europeia (UE)”.

Estas entidades entendem que “o compromisso das empresas alimentares em comercializar responsavelmente os seus produtos não protege as crianças europeias de anúncios que promovem mantimentos pouco saudáveis”.

“A DECO, em parceria com a BEUC e outras organizações europeias de consumidores, exige que, face à poderosa influência da publicidade fomentar na alimento das crianças, juntamente com uma epidemia de obesidade infantojuvenil, os decisores políticos europeus avancem com regras vinculativas que, eficiente e rapidamente, parem o prolongamento do marketing fomentar pouco saudável. É tempo da União Europeia se organizar e agir rigorosamente”, defendem.

O estudo da BEUC, que decorreu entre fevereiro e março de 2021, “recolheu exemplos de marketing fomentar pouco saudável”, tendo sido “selecionados os casos em que se considerou estar a infringir o compromisso das principais empresas de mantimentos e bebidas da UE de comercializarem os seus produtos de forma responsável em relação às crianças –‘Compromisso da UE’”.

Leste estudo, inserido num projeto liderado pela professora Amandine Garde, da Universidade de Liverpool, conclui que “a obesidade e o excesso de peso afetam uma em cada três crianças na Europa”, salientando que “muitas instituições, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), reconhecem a poderoso influência que a promoção de mantimentos pouco saudáveis exerce sobre os comportamentos alimentares das crianças”.

Ao defenderem regras vinculativas, estas organizações lembram que “atualmente exclusivamente vigora o eleito Compromisso da UE, uma iniciativa voluntária das grandes empresas alimentares para restringir a sua comercialização” e apontam “falhas a leste compromisso”.

As organizações argumentam que “os critérios nutricionais estipulados são muito permissivos”, pois “os produtos dirigidos a crianças considerados aceitáveis para serem comercializados apresentam valores nutricionais superiores aos recomendados pelas autoridades de saúde pública independentes”.

Por outro lado, os programas de televisão com grande audiência, transmitidos em horário superior, têm um vasto público infantil, que, “estando fora da programação principalmente a si dirigida, fica livremente sujeito à publicidade a produtos alimentares com pouco interesse nutricional”.

Expõem ainda que “as regras subestimam a exposição significativa deste público-alvo” e destacam “as poderosas táticas de marketing utilizadas tanto no mundo do dedo uma vez que no físico”.

“As empresas não sofrem as devidas consequências ao violarem as suas próprias regras, isto é, o processo de reclamação do Compromisso da UE é muito lento, obscuro, inconsistente e frouxo”, concluem.

Perto de 400 milénio crianças de 21 países europeus estarão com obesidade severa, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde de 2019, que relaciona a obesidade mais grave nas crianças também com um menor nível de escolaridade das mães.

Segundo o mesmo estudo, noticiado pela TSF, Portugal surge uma vez que o quinto país com maior prevalência de excesso de peso em crianças no período analisado, mas em relação à obesidade severa surge em sétimo lugar.

Segundo os dados, 3,4% das crianças analisadas em Portugal apresentam obesidade severa, 10,5% apresentam obesidade e 21% têm excesso de peso.

O valor mais inferior na obesidade severa regista-se na Suécia e na Moldávia, com 1% de prevalência, enquanto os valores mais elevados se encontram em Mamparra e Grécia, com uma prevalência de 5,5% e 4,8%.

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