terça-feira, dezembro 7, 2021
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O que se pode aprender com a vacinação em Israel

Enquanto as campanhas de vacinação progridem lentamente em muitos países da União Europeia (UE) devido a gargalos de fornecimento, Israel tem até mais doses do que necessita.

Israel ostenta a maior quinhão per capita de doses inoculadas no mundo. Desde o início da campanha de vacinação, em 20 de dezembro, 4 milhões de israelenses já receberam a primeira ração da vacina de mRNA da parceria entre Biontech e Pfizer, o que correspondente a 43% da população do país. Mais de 30% já receberam a segunda ração, sendo que mais de 80% das pessoas com mais de 60 anos já foram imunizadas.

Quem tiver mais de 16 anos e quiser tomar a vacina já pode fazê-lo. No ritmo atual, Israel terá aplicado duas doses em metade da população até o termo de março.

Mesmo com esse ritmo de vacinação, Israel ainda dispõe de tantas doses da vacina da Biontech-Pfizer que o inoculante da Moderna nem mesmo teve de ser empregado, embora seja permitido, desde 5 de janeiro.

A campanha de vacinação israelense mostra ser um simples sucesso: o número de casos sintomáticos entre as pessoas que receberam as duas doses caiu 93%, segundo dados de uma seguradora de saúde.

Vacina por dados valiosos

O vestimenta de esse país com 9,3 milhões de habitantes ter sido capaz de prometer grandes quantidades de vacinas está ligado aos termos contratuais muito específicos que Israel negociou com as fabricantes. Ao contrário da UE, Israel não manteve esses termos contratuais sob sigilo, mas disponibilizou o tratado com a Pfizer, por exemplo, na internet.

Segundo o texto, Israel paga muito mais pelas doses da vacina da Biontech-Pfizer do que a UE, em torno de 23 euros por ração, em verificação com os 12 euros da UE.

Ou por outra, o Estado israelense assume a responsabilidade pelo resultado. Já para a União Europeia, é muito importante que os fabricantes Biontech e Pfizer continuem sendo responsáveis pelo resultado.

O mais importante é que o governo israelense acertou com as fabricantes da vacina que Israel forneceria semanalmente à elas os dados da campanha de vacinação. Isso inclui não só os números de infecções e vacinações, mas também as informações demográficas dos pacientes, uma vez que idade e sexo. Segundo as autoridades israelenses, os dados são enviados de forma anônima.

Assim, as empresas farmacêuticas não somente recebem dados de maneira muito rápida e confiável, graças ao sistema de saúde digitalizado em Israel, uma vez que também recebem muito mais dados do que obteriam de qualquer estudo – uma nascente de informação de valor inestimável para as empresas farmacêuticas.

Em troca, a operário da vacina se compromete a fornecer doses a Israel até que seja alcançada a isenção de 95% por cento da população do país.

Dados encorajadores

É desses dados que saíram as informações mais completas disponíveis sobre a eficiência da vacina da Pfizer-Biontech. Elas vêm da Maccabi, uma das quatro organizações de seguros de saúde israelenses, que assegura muro de um quarto da população, e foram publicados pelo jornal Times of Israel.

Os dados foram coletados uma semana em seguida a emprego da segunda ração, ou seja, no momento em que a vacinação presumivelmente já havia desenvolvido seu efeito protetor totalidade.

Dos logo 523 milénio segurados que haviam sido vacinados, somente 544 foram infectados com Sars-CoV-2 em seguida a segunda ração. Isso corresponde a uma parcela de 0,1%. Desses 544 infectados, 15 tiveram de ser hospitalizados: oito apresentaram somente sintomas leves, três apresentaram sintomas moderados e somente quatro desenvolveram um quadro grave. Nenhum morreu em consequência da infecção.

A seguradora comparou os dados coletados com 628 milénio membros não vacinados, dos quais 18.425 foram infectados no mesmo período. A partir disso, a Maccabi calculou uma eficiência da vacina de 93%.

Esse percentual é encorajador não só porque corresponde aos valores que a Biontech e a Pfizer haviam detectado nos seus estudos. Ele mostra que a vacinação parece proteger contra um quadro grave e pode minimizar as mortes em decorrência da infecção.

No entanto, os dados da Maccabi são representativos somente até manifesto ponto, já que ainda não foi publicado uma vez que o grupo sondado é constituído em termos de idade e doenças preexistentes. Os dados da Clalit, maior seguradora de Israel, que também devem ser publicados em breve, podem fornecer mais informações.

Ou por outra, também devem ser divulgados nas próximas semanas dados sobre a eficiência da vacina entre a população mais jovem e entre pessoas com doenças uma vez que diabetes ou cancro, assim uma vez que entre mulheres grávidas.

Os números de Israel são encorajadores, mas ainda não permitem tirar uma peroração sobre a eficiência das vacinas contra as variantes muito mais contagiosas do coronavírus. Em condições de laboratório, a vacina da Biontech-Pfizer é eficiente contra a versão britânica B.1.1.7 e a mutação sul-africana B.1.351. Mas essas são análises de laboratório; não há ainda evidências  em condições reais.

Relaxamento no lockdown

Enquanto muitos países estão progredindo lentamente com suas campanhas de vacinação, Israel suspendeu algumas das restrições que estavam em vigor desde o termo de dezembro. Os cidadãos podem agora circundar livremente no país, as creches e as escolas voltaram a funcionar.

Entretanto, o número semanal de novas infecções ainda é muito sobranceiro na verificação internacional: são mais de 400 por 100 milénio habitantes. Na Alemanha, essa taxa atualmente é de muro de 60.

Em tese, o número de novas infecções em Israel pode desabar rapidamente se o resultado da pesquisa do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), em Haifa, estiver correto. Segundo avaliação da entidade, a trouxa viral cai já 18 dias em seguida a governo da primeira ração da vacina. Aqueles que foram vacinados se tornam menos contagiosos.

No entanto, há uma disposição significativamente menor para se vacinar entre os israelenses mais jovens. Em Israel, pela primeira vez em toda a pandemia, mais pessoas com menos de 60 anos de idade precisam ser tratadas em hospitais do que na fita etária supra dos 60 anos.

Isso acontece porque o vírus atualmente se dissemina mais entre a população mais jovem. Pacientes mais jovens chegam a desenvolver quadros tão severos que alguns têm de ser conectados a aparelhos. Por isso, o governo já está debatendo sobre um sistema de benefícios para quem se vacina ou mesmo possíveis penalidades para quem se recusa.

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