sábado, novembro 27, 2021
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Portugal é dos mais ajudados pelo BCE na dívida, mas Finanças temem que oásis esteja a secar

Portugal e Chipre foram os dois Estados-membros da zona euro mais ajudados pelas intervenções do Banco Meão Europeu (BCE), através dos dois enormes programas de compra de dívida pública — o APP, iniciado em meados de 2014, e mais recentemente, desde março do ano pretérito, o PEPP, o programa de compras para responder à emergência da pandemia.

No entanto, há sinais e avisos internos na zona euro de que esta situação está a pôr o BCE no limite das suas possibilidades e que, finda a pandemia, Frankfurt vai ter de ir mais lentamente nas compras de dívida pública.

Manancial do Ministério das Finanças refere que existem cada vez mais a noção de que “a política monetária está no limite e está esgotada” e que é preciso encontrar outro paradigma que não levante em que os juros soberanos são mantidos em níveis muito inferior (zero ou mesmo negativos) por conta de compras massivas de obrigações do tesouro (OT) decididas em Frankfurt.

Se a política monetária está no limite, Portugal está bastante exposto ao próximo paradigma da política monetária (se esta, uma vez que se antevê, não puder continuar a comprar dívida uma vez que até cá).

De harmonia com o estudo anual da Percentagem Europeia (CE) sobre a sustentabilidade da dívida, o governo português e o de Chipre foram os mais ajudados pelos referidos programas de compra de dívida pública durante o difícil ano de 2020, palco da pandemia covid-19 e da maior recessão desde o tempo do crash de 1929.

Em termos de necessidades de endividamento de pequeno prazo (num ano, 2020), “as maiores pressões variam entre os 32,8% do PIB em Itália e os 20% do PIB em Portugal”, observa Bruxelas.

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