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Tecnologia não-invasiva reduz em mais de 50% intubação de bebês no HRN



26 de outubro de 2021 – 10:32
#Desconforto Respiratório Infantil #Hospital Regional Setentrião #HRN #intubação #Prematuro #recém-nascido #Sesa #Sobral


Teresa Fernandes – Ascom HRN


Aparelho auxilia na respiração, traz mais conforto respiratório, evita a sedação e estimula o desenvolvimento dos pulmões

Bebês nascidos prematuros com síndrome do desconforto respiratório infantil necessitam de um suporte para respiração, prevenindo o desenvolvimento de insuficiência respiratória. No Hospital Regional Setentrião (HRN), vinculado à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e governado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), os recém-nascidos com o perfil recebem o CPAP nasal neonatal ainda na sala de parto. A tecnologia não-invasiva de respiração já reduziu em mais de 50% a taxa de intubação de prematuros no equipamento hospitalar.

Em 2018, a taxa de intubação de crianças internadas na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) era de 62,7%. O CPAP começou a ser utilizado em 2019 na Neonatologia e, desde portanto, o percentual vem caindo até entender os atuais 31,3%.

“Fomos ampliando, criando ciclos de melhoria, adaptando as formas de usar e tivemos resultados muito expressivos. Resolvemos entrar na tempo de ampliação, que é capacitar os outros setores que também atendem as crianças: Meio Cirúrgico Universal (CCG), Meio de Parto Normal, Emergência Pediátrica… E fazermos um novo ciclo de treinamento da Neonatologia”, explica a coordenadora de Enfermagem da Neonatologia do HRN, Maria Cristiane Lemos.

O treinamento contempla desde o funcionamento do CPAP, formas de fixação, principais riscos e benefícios do uso do aparelho, uma vez que redução da taxa de ventilação mecânica.

Lemos destaca que, mesmo para bebês muito prematuros, de 26 ou 27 semanas, a primeira escolha é o uso do dispositivo. A tecnologia evita intubação, pneumonias associadas à ventilação, além de outros riscos. “Na Neonatologia, o menos é mais. Os cuidados menos invasivos causam melhores chances de sobrevida”, avalia.


Pequeno Raynan, rebento da agricultora Vanda Paula de Maria, nasceu prematuro e, por isso, utilizou o CPAP para ajudar na sua recuperação

O uso do CPAP faz secção dos dez passos para o zelo neonatal definidos pela QualiNeo, estratégia do Ministério da Saúde (MS). O segundo passo orienta que se “use CPAP desde a sala de parto e evite intubar o recém-nascido”.

A médica neonatologista do HRN Renata Freitas aponta que o CPAP auxilia na respiração, traz mais conforto respiratório, evita a sedação e estimula o desenvolvimento dos pulmões. “O próprio bebê controla a respiração e a pressão do pulmão fica mais próxima do normal”, detalha. Porquê a moçoilo permanece consciente durante o tratamento, o uso da tecnologia possibilita também uma aproximação entre mãe e bebê, além de uma recuperação mais rápida da moçoilo.

Sem intubação

Raynan, rebento da agricultora Vanda Paula de Maria, 33, nasceu no HRN no dia 7 de julho, prematuro de 26 semanas e 5 dias. Ainda na sala de parto, o bebê recebeu a colocação do CPAP – que o ajudou a não precisar ser intubado. A moçoilo passou 86 dias internada na Neonatologia do hospital, tendo pretérito pela Utin, Unidade de Zelo Intermediário Convencional (Ucinco) e de Zelo Intermediário Neonatal Canguru (Ucinca).

Vanda lembra que esperava ansiosamente pela recuperação do rebento. “Agradeço a todos do Hospital Regional desde a Utin, Ucinco e Canguru pelo protecção e pela segurança que me passaram. Obrigada pelo carinho, atenção que tiveram com meu rebento e comigo. Só tenho a agradecer a Deus, primeiramente, e ao Hospital Regional por salvar a vida do meu pequeno milagre, uma vez que eles falam. A vocábulo é gratidão”, diz.


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