terça-feira, dezembro 7, 2021
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UNITA formaliza pedido de audição sobre ataque cibernético a Ministério das Finanças angolano – Atualidade

Numa nota de prensa hoje divulgada, o grupo parlamentar do maior partido da oposição angolana refere que remeteu na terça-feira ao gabinete do presidente da Parlamento Vernáculo a “solicitação de uma audição” aos ministros das Finanças e das Telecomunicações, assim uma vez que aos diretores-gerais do Serviço de Perceptibilidade e Segurança do Estado e do Serviço de Perceptibilidade Externa de Angola.

“Passados vários dias desde o referido ataque cibernético, zero mais foi transmitido nem aos funcionários muito menos aos cidadãos, um pouco que preocupa sobremaneira ao grupo parlamentar da UNITA”, refere a nota.

Na semana passada, o líder da bancada da UNITA, Liberty Chiaka, tinha anunciado a vontade de pedir a audição destes responsáveis, assinalando portanto que esta decorria da “preocupação de se perceber a seriedade” do ataque cibernético de que foi claro aquele órgão ministerial.

O Ministério das Finanças (Minfin) anunciou, em 22 de fevereiro, que a plataforma tecnológica de escora às suas atividades com aproximação aos emails e pastas partilhadas foi claro de um ataque cibernético no dia 17 de fevereiro, “com origem e motivações não identificadas”.

Não obstante a situação, referiu o Minfin num transmitido divulgado no seu site, os sistemas de arrecadação de receitas, entre os quais o Portal de Serviços, Portal do Tributário e o Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado, “encontram-se em pleno funcionamento”.

O Minfin garantiu que o Serviço de Tecnologias de Informação e Notícia das Finanças Públicas (SETIC-FP) está a identificar “o alcance da perturbação e os potenciais constrangimentos causados nos postos de trabalho do Ministério das Finanças e organismos tutelados, principalmente o programa de desmaterialização da correspondência interna e externa”.

As equipas do SETIC estão desde o ataque a trabalhar na “solução e normalização do sistema de emails e da pasta d2e documentos partilhados, mitigando assim os impactos de tal situação na produtividade dos funcionários das Finanças Públicas”.

No mesmo documento, a UNITA refere que, numa outra missiva, pediu também uma audição ao ministro do Interno angolano “em virtude da existência de milícias” nos municípios de Luanda e de Cazenga, argumentando que “muitas queixas têm sido feitas por cidadãos” destes locais sobre os grupos criados e organizados pelo gestor municipal, Tomás Bica.

A UNITA solicitou que, por se tratar de “questões de natureza securitária, uma vez que de natureza de violação de direitos dos cidadãos”, estejam presentes nesta audição as comissões de Resguardo, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e de Direitos Humanos, Petições, Reclamações e Sugestões dos Cidadãos.

JYO (DYAS) // RBF

Lusa/Término

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