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Vacina contra a Covid-19 é segura e não motivo HIV, cancro ou HPV – 12/11/2021 – Estabilidade e Saúde

É falso o teor que circula no Telegram, em formato de áudio, no qual há afirmações sobre as vacinas contra a Covid-19 conseguirem gerar nos imunizados doenças autoimunes e cancro. O teor é atribuído ao médico Nelson Modesto, perito em clínica médica, que atua com imunoterapia ativada e imuno-oncologia.

O áudio, verificado pelo Projeto Comprova, foi compartilhado no grupo Médicos Pela Vida e gerou pânico entre os membros, além de substanciar a falsa teoria de que as vacinas não são seguras e eficazes. É verosímil chegar a esta peroração a partir de comentários deixados na publicação, uma vez que o de um varão afirmando que o “China vírus veio de lá, tudo por quantia”.

Além de comentários xenofóbicos, outros negacionistas também aparecem, uma vez que o de uma mulher que afirma não viver o coronavírus. Ela utiliza uma vez que justificativa que “nenhum pesquisador encontrou o vírus solitário”, o que é moca.

A reportagem entrou em contato com o profissional para checar se o áudio seria, de roupa, da autoria dele. O médico confirmou e deu mais detalhes da pesquisa elaborada que foi citada no áudio.

Segundo o médico, todas as vacinas aplicadas no Brasil foram elaboradas com o insumo chinês que motivo cancro e doenças autoimunes, além de estar contaminando os vacinados com uma versão do coronavírus mais poderoso. Modesto fez as afirmações sem apresentar qualquer tipo de prova que pudesse ratificar sua tese.

Ainda sem provas, o médico diz que o insumo chinês contém Nagalase —enzima chamada de proteína de relação à vitamina D—, óxido de grafeno e nanopartículas de grafeno, substâncias que, segundo ele afirma também erroneamente, causam as doenças já citadas. Esses componentes não integram a lista de substâncias presentes nos imunizantes desenvolvidos pela Pfizer, Coronavac e Astrazeneca.

“Eu fiz o estudo que prova que as pessoas vacinadas contra a Covid-19 estão na veras se contaminando com uma novidade variação do vírus, muito uma vez que também podem desenvolver cancro e doenças autoimunes, meu estudo foi elaborado em torno do Bdort, o insumo chinês contém substâncias que causam todos esses problemas que eu descobri”, afirmou Modesto. Questionado sobre uma vez que o suposto estudo foi desenvolvido e a verdade deste, o médico informou que a pesquisa ainda não está completa.

“Ainda não tenho nascente estudo escrito para publicação, estou fazendo o levantamento de participantes, já avaliei e tratei muro de 75 pessoas que estavam contaminadas com a vacina. Para ter um bom resultado quero chegar em centena participantes no meu estudo. A pesquisa está em Powerpoint. Não vou publicar meu trabalho no Brasil, irei publicar a pesquisa no Canadá”, disse Modesto.

Especialistas entrevistados pela reportagem relatam que as afirmações do médico são equivocadas e infundadas, visto que as pesquisas publicadas apontam resultados diferentes.

Diante das informações apuradas, a verificação do Comprova definiu o teor uma vez que falso, por ter sido inventado.

Porquê verificamos?

O Comprova buscou informações sobre a relação de vacinas e o desenvolvimento de doenças em matérias jornalísticas e no site solene da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde brasiliano.

Entrevistamos, por WhatsApp, o médico infectologista e professor da Universidade Católica de Brasília César Carranza Tamayo.

Também conversamos por WhatsApp com Gilmar Alves Zonzin, ex-presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio, além de Ethel Maciel, professora da Universidade Federalista do Espírito Santo, que tem pós-doutorado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

A reportagem entrou em contato com Nelson Modesto, citado uma vez que responsável do áudio cá verificado, que confirmou a autenticidade da gravação. Também entramos em contato com a instituição de ensino superior em que ele leciona, no interno de São Paulo, e aguardamos retorno.

Verificação

Não causam doenças

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que as vacinas desenvolvidas para combater o coronavírus não são responsáveis pelo desenvolvimento de doenças autoimunes ou cancro, conforme afirma falsamente o áudio cá verificado. O mesmo é dito por autoridades sanitárias do Brasil —uma vez que a Anvisa— e do mundo —uma vez que o FDA, CDC e OMS.

O perito Gilmar Alves Zonzin classificou uma vez que “bizarras” e “absurdas” as afirmações de Nelson Modesto ligando o citomegalovírus, HIV e HPV aos imunizantes contra a Covid-19.

“Já lhe adianto que essas são informações bizarras, absurdas, sem nenhum fundamento. Outrossim, vacinas, uma vez que também medicamentos, e diversos insumos, não são ausentes em efeitos indesejáveis, que devem ser identificados, relatados, monitorados, estudados, etc., mas não essas bizarrices”, concluiu.

O médico infectologista César Carranza Tamayo disse que as vacinas são seguras e que a maior segmento dos efeitos adversos é ligeiro, uma vez que febre e dor no sítio da emprego. Segundo o perito, as vacinas não são causadoras de doenças autoimunes ou cancro.

“O que acontece, e isso é um efeito largamente espargido, é que pessoas com esse tipo de doenças, mas que ainda não desenvolveram sintomas, podem inaugurar a apresentá-los posteriormente uma infecção viral ou algumas vacinas com vetor viral”, explica o infectologista.

Na sequência, Tamayo complementou informando que uma pessoa que tem alguma doença autoimune ainda não manifestada de forma plena pode ter uma virose, uma vez que a mononucleose —doença do ósculo—, e posteriormente iniciar os sintomas da doença. “Isso não quer proferir que o vírus causou a doença, mas que serviu uma vez que gatilho para essa pessoa inaugurar a apresentar sintomas da doença autoimune”, descreve.

“As vacinas em universal são amplamente testadas em laboratório antes de serem liberadas para sua distribuição e comercialização. As medidas de fabricação são extremamente estritas para prometer a esterilidade da vacina. Ou seja, uma vacina não pode ter absolutamente nenhum contaminante que possa originar doenças. Até porque, se isso acontecesse, existiria a chance de uma vacina perder sua eficiência”.

A mesma asserção sobre a segurança dos imunizantes contra a Covid-19 foi feita por Ethel Maciel.

“Sobre a segurança das vacinas contra Covid-19: São seguras e eficazes. Os eventos graves pós vacinais são raros. O evento vasqueiro mais geral é a trombose, mas a Covid-19 motivo muito mais essa doença (trombose) do que a vacina”.

A pesquisador recomendou a leitura do item disponível na página da Fiocruz (Instauração Oswaldo Cruz) a saudação do risco de trombose.

Em complemento, a epidemiologista disse que outro evento vasqueiro, pós-vacina, é a miocardite, mas que os casos também são mais registrados nas pessoas que desenvolveram a Covid-19 do que em vacinados. Maciel contestou o áudio de Nelson Modesto, alegando que o imunizante não provoca “qualquer outra doença”.

“A vacina contra Covid-19 não provoca HIV, HPV ou qualquer outra doença. A vacina auxilia o sistema imunológico a edificar a resposta imune contra a Covid, essa é a ação, não motivo doença”, afirmou.

Outro estudo sugerido pela perito foi divulgado pelo CDC (Meio de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos. O item relaciona a Covid-19 e a miocardite, utilizando uma vez que base dados coletados em hospitais norte-americanos entre março de 2020 e janeiro de 2021.

Quem é o médico

Nelson Modesto, citado uma vez que responsável do áudio cá verificado, afirma ser médico desde 1967, graduado pela Unifesp (Universidade Federalista de São Paulo), com especialização em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica e doutorado em Medicina pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

As informações foram obtidas pela reportagem por meio de uma procura na Plataforma Lattes, do CNPq (Recomendação Pátrio de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que agrega currículos virtuais com foco na trajetória acadêmica. Todas as informações foram preenchidas pelo próprio médico nessas plataformas.

As mesmas informações presentes no Lattes constam no perfil do Facebook do médico. Modesto não tem pesquisas publicadas em revistas de relevância dentro da sua dimensão de atuação.

Modesto declara nas plataformas digitais que ainda atua uma vez que professor titular da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e uma vez que Médico do Hospital da Real Sociedade Beneficência de Campinas. O perito foca suas atividades no nicho de leptômonas —tipo de parasitas. No entanto, segundo o site da instituição, ele não consta uma vez que docente.

Confrontado com as informações pela reportagem do Comprova, Modesto alegou que há anos não atua mais uma vez que professor na PUC Campinas, mas não esclareceu por quais motivos ainda mantém o título nas redes sociais e no currículo acadêmico uma vez que se fossem referentes ao atual status dele.

Uma outra checagem foi feita pelo Boatos.org desmentindo as afirmações contidas no áudio. O Comprova também desmentiu outras afirmações contidas na enunciação de Modesto, uma vez que a verificação que conferiu que as vacinas de RNA mensageiro não geram doenças autoimunes e não são responsáveis pelo desenvolvimento de cancro.

Congresso citado pelo médico

Por meio de uma procura na internet, a reportagem localizou o congresso citado no áudio que circula nas plataformas de mensagens. Trata-se da 1ª Jornada Brasileira Sobre o Bdort e Cuidados Integrativos, que aconteceu virtualmente em julho deste ano.

Em conversa com a reportagem, o médico confirmou ter sido palestrante no evento e ainda disse ter apresentado sua pesquisa, no entanto, Nelson Modesto não consta na lista de palestrantes que integra o site solene do evento. As apresentações da jornada foram transmitidas via YouTube, onde ainda constam os vídeos e Modesto não aparece nas gravações.

A {sigla} Bdort significa Bi Do dedo O-Ring Test (Teste do Argola Bi-Do dedo, em português). A técnica consiste em uma “investigação clínica não invasiva, desenvolvida pelo médico engenheiro nipo-americano Yoshiaki Omura”, segundo informações divulgadas pela organização que representa a categoria no país, situada em São Paulo.

A técnica, considerada uma vez que uma ponte entre métodos orientais e ocidentais, usa uma vez que teste a musculatura dos dedos, em forma de aro. O teste, segundo o site da Ambbdort (Associação Médica Brasileira do Bi-Do dedo O-Ring Test), é fundamentado na pesquisa da força muscular em um grupamento muscular padrão.

No site, a associação explica que o método tem sido utilizado para o “diagnóstico e tratamento experimental”.

“Levante método não deve substituir, em hipótese alguma, os métodos convencionais de diagnóstico e tratamento vigentes com base em protocolos de pesquisa”, diz a Ambbdort.

Diante da falta de evidências que pudessem fundamentar a presença de Nelson Modesto no evento, o Comprova encaminhou um email solicitando a confirmação da Ambbdort sobre a lista de palestrantes e participantes.

O objetivo é checar se Modesto integrou alguma mesa de debate ou se submeteu, de roupa, o item citado no áudio. Até o momento da publicação desta material, a reportagem não teve retorno da associação.

Por que investigamos?

Em sua quarta período, o Comprova verifica conteúdos suspeitos que tenham viralizado sobre a pandemia, as políticas públicas do governo federalista e as eleições. A publicação no meato Médicos pela Vida do Telegram teve mais de 21 milénio visualizações.

Informações sobre a pandemia, principalmente as vacinas, são importantes de serem verificadas porque podem afetar a crédito da população nos imunizantes — que possuem comprovação científica e são defendidos por autoridades de saúde para combater a doença.

Recentemente, o Comprova mostrou ser falso que pessoas imunizadas com a vacina da Pfizer se tornem rastreáveis e que CDC não disse que isenção originário é superior à das vacinas, uma vez que sugere empresário indiciado pela CPI.

Falso, para o Comprova, é o teor inventado ou que sofreu edições para mudar o seu significado original e divulgado de modo deliberado para espalhar uma moca.

O Comprova fez esta verificação fundamentado em informações disponíveis no dia 11 de novembro de 2021.

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